Turismo na aldeia de Rio d’Areia

A aldeia de Rio d’Areia está localizada no município de Inácio Martins, Região Centro Sul do Paraná.

Roteiro de Tekoha Rio d’Areia

Grupo de 10 a 15 pessoas

Peju Porã Tekoa a py – Sejam Bem Vindos na Aldeia

Programação

7h30m – deslocamento da cidade de Inácio Martins até a Aldeia. Duração aproximadamente 1h30m.
Considerando o transporte com van ou similar, ou veículo próprio dos participantes.

9 horas – Recepção no Centro Cultural
Apresentação das Lideranças; As orientações para visitação; A história da Aldeia.
Duração aproximadamente (1h) uma hora.

Karuaty (lanchonete) – Funcionamento das  9h às 17h.
Cardápio possível: Mbojape [bolo de cinza], pinhão, milho assado, suco com mel, xipá, kavuré, chá de erva mate com mel, disponível conforme a época do ano.

10 horas – Passeio pela Aldeia
Visitação na Escola , caminhada pela Aldeia com pequena trilha de armadilhas tradicionais demonstrativas, Opy’i (casa de reza ): xamoi, xary’i, coral, curiosidades guarani… duração aproximadamente 2h.

12 horas – Almoço com comida típica Guarani
duração (2h) duas horas, tempo para descansar.
Tembiapo Jejapoaty (vivência de artesanato e feira), permanecendo a feira das 9h às 17h.

14 horas – Trilhas 
Opções:
 Vau [corredeiras] com piscinas naturais para banho de rio;
Cachoeira – Linda cachoeira com possibilidade de caminhada sobre as pedras de uma margem a outra;
poço grande – local para apreciar a natureza e as águas do Rio d’Areia.
Duração aproximadamente (4h) quatro horas.

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14 horas – Brincadeiras 
Arco e Flecha; Xondaro; Peteca; Jogo Corporal; Pintura Corporal; Futebol; Cacheta e outros.
Duração (3h) três horas.

17 horas- Peje vy porã – Canto de despedida, bênção.
Duração aproximadamente vinte minutos.

Valor a Combinar
Informações 
Telefone e whats: 042 98401 3219 – Antonio Carlos Guedes (Toni) – TEMBIAPO
Email: turismo@tembiapo.com.br

 

Um pouco de história…

Escrito em mbyá guarani por Daniel Papa Veríssimo, educando do Curso Formando em Rede, 25 de Setembro de 2012.

Yma 1930 rupi nhande kuery ikuai Ypyiraka’e va’eri maraevve ndoikuaai ranke okuapy, jurua kuery voi ndoikuaai. Ikuaaia rami rei’i ikuaai raka’e, vixo kaaguy re rive’i okaru. Pindo rũ’a rei ei re ha’e gui pirare. Opy i re Ikuai xamoi kuery xaryi kuery, avakeu oje’oi ka’agauy re joupive pive, ojou’i va’e omboja’o paṽe reve. 1965 rupy ma ojekuaa ko’e tekoa rio d’areia. Hb’e jave ma 12 omenda ca’e kuery ikuai, kova’e tekoa ma opyia, minicípio de Inácio Martins tetã gui Opyia, 45 km teko. Hae jave py OĨ VAKAE cacique antonio julio pires de Lima Aỹ, cacique Oĩ vae Ru Antonio Pires de Lima Filho (Toninho).

Ha’e ejave lidernaça nhamairumba oje’oi Curitiba re ha’e rami py Funai Oikevy o’pytyvõ tekoa a demarca aguã. Aỹ ma kova tekoa o demarca pama, ha’e javi vy oi 128056 ha. Aỹ cacaqiue Oi va’e ojapo, heta, proejeto, oqueveko, comunidade pegua, hav” javive Oyganã’i are amo’eapo aguá, ka’a ovende, ei, pira, oi, hani associação comunitária.  Aỹ cacaqiue oi va’e ojapo, heta, proejeto, oqueveko, comunidade pegua, have javive Oyganã’i are amo’eapo aguá, ka’a ovende, ei, pira, oi, hani associação comunitária.

 

Tradução

A aldeia Rio d’Areia está localizada no município de Inácio Martins/PR, distante 45 km da cidade. Segundo dona Maria Conceição, mãe do atual Cacique, por volta de 1930 um grupo de Mbyá Guarani, veio de vários lugares, na época não tinham organização entre eles e as famílias viviam conforme o Xamoῖ ordenava, viviam juntos, pois ninguém tinha sustento próprio. Os guaranis sobreviviam de caça, pesca e da coleta do mel, etc.

Na época eles não tinham contato com os não índios e viviam isolados, destaca que não houve conflitos entre os indígenas e os não indígenas. Todos os homens da comunidade se uniam e faziam as atividades juntos, como: a caça e a pesca e a coleta do mel. Compartilhavam tudo o que achavam com a comunidade na Opy’i.

No ano de 1965 a aldeia de Rio d’Areia, com 12 famílias, foi localizada por um não índio que era funcionário da FUNAI.

O cacique Antonio Julio Pires de Lima era o 5º da aldeia na época e era pai do atual cacique, Antônio Pires de Lima Filho.

Em 1975 a comunidade começou a se organizar tinham lideranças, Xamoῖs e começaram a ir até Curitiba e Brasília para participar de reuniões na luta pela demarcação da área. Com a ajuda da FUNAI conseguiram a demarcação de 1.280,56 hectares.

Atualmente vivem na aldeia 25 famílias, totalizando 110 pessoas, sendo 35 mulheres, 34 homens e 35 crianças. A organização da comunidade é feita pelo Cacique e pelo vice-cacique e demais lideranças, orientados pelo Xamoῖ. Com o atual cacique estão sendo organizadas várias atividades dentro da aldeia, juntamente com as lideranças, xamoῖs, estão sendo implantados projetos para a geração de renda das famílias. A aldeia possui uma Associação Comunitária com atividades de apicultura, reflorestamento e tanques para criar peixes.