Turismo na Aldeia Palmeirinha do Iguaçu

Aldeia Palmeirinha, situada no Município de Chopinzinho – Paraná, Terra Indígena de Mangueirinha, desenvolve atividades, com atividades ligadas a cultura e a tradição guarani oferecendo aos indígenas a perpetuação de sua cultura e dando a continuidade histórica.

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Roteiro Palmeirinha do Iguaçu
Jaexa Porã Tekoa: Conhecer Melhor a Aldeia”

Grupos: 10 a 30 pessoas
Chegada: Pela manhã

Atividades para o Dia Todo

  • Chegada e acolhimento com lanche (alimentos tradicionais da época)
  • Informes: Acordos entre turistas e comunidade; Breve histórico sobre a aldeia
  • Caminhada até os pontos principais da aldeia: escola, Opy’i (casa de reza), agrofloresta, etc. (30 a 40min)
  • Prática de arco flecha e zarabatanas e outras brincadeiras indígenas (30min)
  • Intervalo para o almoço: serão servidos alimentos tradicionais da culinária Guarani de acordo com a época de cada produto (1h)
  • Visita ao Tembiapo (Loja de Artesanato Guarani e Óleos Essenciais)
  • Caminhada na natureza
  • Apresentação de canto e dança (20min)
  • Palestra sobre a cultura e despedida (1h)

Atividades para Meio Período

  • Chegada e acolhimento (15min)
  • Informes: Acordos entre visitantes e comunidade; Breve histórico sobre a aldeia e sobre a cultura Guarani
  • Caminhada até os pontos principais da aldeia: escola, Opy’i, agrofloresta, etc. (30 a 40min)
  • Prática de arco flecha, zarabatanas e brincadeiras indígenas (30min)
  • Apresentação de canto e dança (20min)
  • Visita ao Tembiapo (Loja de Artesanato Guarani e Óleos Essenciais)
  • Lanche com alimentos tradicionais

Opcionais

  • Educação ambiental
  • Roda de conversa e contação de histórias lendas e mitos
  • Durante a Ara Ymã (período de caça), será oferecida a carne de caça e pesca

Valores  a Combinar

Roteiro Dia Todo: R$—– por pessoa
Roteiro de Meio Período: R$—– por pessoa
Para estudantes de escolas públicas: R$—– por pessoa

Responsáveis pela organização

Rafael de Quadros, Nilson Florentino, Juliana Alves, Silmira de Quadros

Informações

Fone whats: (42) 98401-3219 com Antonio Carlos Guedes (Toni)
Email: tembiapoguarani@gmail.com

Um pouco de história…

Escrito em tupi-guarani e traduzido em português por Daniela de Quadros, Suzana de Quadros e Vladinei Karai Bolantin
Educandos do Curso Formando em Rede, 13 de março de 2013.

Haỹ ma xamoĩ oguereko 107 anos, ha’e ova hẽ jave i kuai ha ema raka’e nhande. Omo mbe’u ovahẽ jave ikuai raka’e peteĩ ha’e vy oiko hare’i ranhe tekoa py, ha’e rire ojevyju guekoare. Ha’e rire hare mar ire ojevyju opyta mavã tekoa py ha’e jave ikuai raka’e 5 família.
Ha’e tei xamoĩ guay query revê oikomavy raka’e e Aristides Vera Tupã Gabriel a’e jave mage ndoikoteri raka’e ba’e ve.
Yma manje nhande kuery reko ae veve raka’e nhopytyvõ mba’ve pae mopy nhonhotya py, okaru’i ava nhonhoty jety, mandio, avaxi, komandã, haỹ gui ma lavoura voi oguere kopa ma nhande kuery, ae vy nomaety vei ma a’e query a’e.
Nhande kuery amokue’i va’e ma okaru’i avã ba’e mo’i oapo ovendeavã amogue va’e ma tekoa gui ao jurua guevy ha rua omba’e apo havã. Haỹ ma nhande kuery, governo gui sexta básica, guivena o kanhã nhay ma tekoa py ikuai 76 famílias, ijo’a pama nhande’i va’e a’e qui po kue. Haỹ nhoi escola, posto de saúde ha’e Centro Cultural Piai.

Tradução
Segundo o Sr Clementino Fernandes, que é Xamoῖ da comunidade e está com 106 anos de idade, conta que quando chegou na aldeia ela já existia. Relatou que quando ele chegou só tinha uma família na comunidade, então ficou alguns dias e depois foi embora. Após um ano ele decidiu voltar com sua família e morar definitivamente nesta aldeia. Naquela época a aldeia já tinha cinco famílias. Sendo uma delas a família de Aristídes Vera Tupã Gabriel, disse ainda que na época não houve conflitos na aldeia.
Relata que a vida na aldeia era mais fácil antigamente, pois as famílias eram mais unidas e cultivavam plantas para alimentar as famílias, como: batata doce, feijão milho e mandioca e usavam para a alimentação das famílias e hoje cultivam grandes áreas, porém em forma de cooperativas e com grandes lavouras, o que dificulta para as pessoas cultivarem os seus próprios alimentos.
Algumas pessoas sobrevivem da produção e venda do artesanato, outras saem da aldeia para trabalhar para os não indígenas, em lavouras e fábricas da região e até mesmo de outros municípios e estados. A comunidade depende na maioria das vezes da ajuda do governo que doa cestas básicas e repassa benefícios assistenciais.
Hoje vivem na aldeia aproximadamente 76 famílias, porém são das etnias Guarani e Kaingang. A aldeia possui escola, posto de saúde e o Centro Cultural Piai.