Turismo na Aldeia Limeira

A aldeia Limeira pertence a Terra Indígena Xapecó, município de Entre Rios, Santa Catarina.

Roteiro de Tekoha Limeira

Grupos: 20 pessoas
Chegada: 09:30h
Periodicidade: 1 vez por mês aos sábados

Atividades

  • Recepção na Opy’i: canto de acolhida, informes, acordos sobre a programação
  • Caminhada guiada na mata e agrofloresta com demonstração de modelos de armadilhas tradicionais utilizadas para caça
  • Almoço com pratos típicos elaborados com alimentos da época
  • No início da tarde, oficina de música e dança Guarani
  • Jogos e brincadeiras tradicionais
  • Oficina e feira de artesanato

Valor a Combinar

R$—- por pessoa

Informações

Fone whats: (42) 98401-3219 com Antonio Carlos Guedes (Toni)
Email: turismo@tembiapo.com.br

Um pouco de história…

Escrito em tupi-guarani e traduzido em português por Cristiana Benites e Silvones Martins
Educandos do Curso Formando em Rede, 25 de setembro de 2012.

Yma ramo oie rami rangueta eta mbya kuery oie tekoa kaguy pa. Ta’y ramo ve’i oiko oo pindo rogue gui a’e gui ojapota tekoa gui, oi ka’aongua eta jogueraa São Paulo, Rio de Janeiro ma tekoa Morro dos Cavalos-SC.
Agỹ onhembokovi’a pa, porexemplo, ovixa agỹ ambaporã ve tekoa py’yma ve ma pongue omanda ve mbya kuery. Agỹ ma ovixa ma mbya onhemboe’ia karai (Ari Mariano) Karay Avelino o’pytavõ rãmo agỹ ma mba’ereteve.
Agỹ ma mbya kuery amboy’i kuai oĩ’s pavẽ, mbya kuery, 65 pavẽ, 21 kunha gue 19 ava kuery, 15 kyrymgue. Agỹ ikuai porã vẽ ma , oĩ onhemho’eaty, oĩ onhopono’aty oĩ pete’i omba pova’e amaba’ eaxy rãmo oma’e oikovy, opesa va’ekyry mague kuery.
Mbya kuery ogueru ve ogỹ amba’erã opya ja’kuave aguã, kyry mgue kuery rombo’ eaguã tekoa py.

Tradução
Havia antigamente muitos guaranis e a aldeia era composta por muita mata. As primeiras famílias viviam em barracas de lona ou feitas de palha, depois foram sendo construídas casas de madeira e de material.
Porém, com o passar do tempo as pessoas foram saindo da aldeia em busca de trabalho e de outros locais para viverem, muitos foram para São Paulo, Rio de Janeiro e para a aldeia de Morro dos Cavalos em Santa Catarina.
Hoje mudaram algumas coisas, por exemplo, a liderança é mais organizada e tem autonomia nas decisões da comunidade, que anteriormente estava subordinada ao Cacique Kaingang. O atual Cacique da comunidade é o Prof. Ari Mariano e conta com o apoio do Karai Avelino.
Apesar de serem poucas famílias, cerca de 15, totalizando 65 pessoas, 21 mulheres, 19 homens e 17 crianças, a comunidade está mais unida, possui uma escola e um posto de saúde, com uma agente de saúde para visitar as famílias e verificar se estão bem, ela faz também acompanhamento do peso das crianças.
A comunidade está em processo de retomada de sua cultura, na apropriação da língua materna e, recentemente em 2011, construiu a Opy’i (Casa de Reza). Está envolvendo principalmente os jovens nas atividades culturais e nas questões relacionadas à organização da comunidade.